sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Mauricio de Sousa.

Mauricio Araújo de Sousa nasceu em Santa Isabel, São Paulo, no dia 27 de outubro de 1935. É um cartunista e empresário, criador da Turma da Mônica e membro da Academia Paulista de Letras.

Mauricio de Sousa viveu num ambiente cercado de arte, pois seu pai era poeta, compositor e pintor, e sua mãe poetisa, então, sua casa sempre esteve cheia de livros, permitindo um ambiente bastante cultural. Com poucos meses de vida, Mauricio se mudou de Santa Isabel para a vizinha Mogi das Cruzes, onde começou a desenhar cartazes e ilustrações para rádios e jornais. Queria viver profissionalmente do desenho e para isso em 1954 começou a procurar emprego de desenhista em São Paulo, mas só conseguiu uma vaga de repórter policial na Folha da Manhã, onde passou cinco anos escrevendo esse tipo de reportagem, que ilustrava com desenhos bem aceitos pelos leitores.

Mauricio de Sousa começou a desenhar histórias em quadrinhos em 18 de julho de 1959 quando uma história do Bidu, sua primeira personagem, foi aprovada pelo jornal. As tiras em quadrinhos com o cãozinho Bidu e seu dono, Franjinha, deram origem ao famoso menino de cabelos espetados, o Cebolinha.
Bidu é o símbolo da empresa de Mauricio, a Mauricio de Sousa Produções. O personagem ganhou mais espaço e histórias próprias onde dialoga com outros cães e até com pedras. Na revistas Lostinho-Perdidinhos nos Quadrinhos e no primeiro número da revista Saiba Mais, foi revelado que a primeira criação de Mauricio foi um personagem super-herói chamado Capitão Picolé.
Junto dos desenhistas como Messias de Mello, Gedeone Malagola, Ely Barbosa, Júlio Shimamoto ele integrou a Associação de Desenhistas de São Paulo (ADESP), que tinha como bandeira a reserva de mercado. Mauricio chegou a ser presidente da associação, mas com a instalação da Ditadura Militar saiu da associação alegando que estava ganhando conotação política.
Em 1963, Mauricio de Sousa criou junto com a jornalista Lenita Miranda de Figueiredo, Tia Lenita, a Folhinha de S. Paulo. Sua personagem Mônica foi criada neste ano. Em 1987, passou a ilustrar o recém-criado suplemento infantil d'O Estado de S. Paulo, o Estadinho, que até hoje publica tiras da Turma da Mônica.
Mauricio montou uma grande equipe de desenhistas e roteiristas e depois de algum tempo passou a desenhar somente as histórias de Horácio, o dinossauro.

Maurício de Sousa tem dez filhos, Maurício Spada, Mônica, Magali, Mariângela, Vanda, Valéria, Marina, Mauricio Takeda, Mauro Takeda e Marcelo Pereira. Muitos de seus personagens foram baseados em seus amigos de infância e também em seus filhos, como: Mônica, Magali, Marina, Maria Cebolinha (inspirada na Mariângela), Nimbus (em Mauro), Do Contra (em Mauricio Takeda), Vanda, Valéria, Marcelinho e Dr. Spada.
Os quadrinhos de Mauricio de Sousa têm fama internacional e foram adaptados para o cinema, para a televisão e para os vídeo-games, além de terem sido licenciados para comércio em uma série de produtos com a marca das personagens, como discos e as maçãs da Mônica. Há inclusive o parque temático da Turma da Mônica que já chegou a operar em São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro.

Suas revistas que atingiam a tiragem de 200 mil exemplares, foram publicadas pela editora Abril desde 1970 até 1986. A partir de janeiro de 1987, durante vinte anos, foram publicadas pela editora Globo, em conjunto com os estúdios Mauricio de Sousa. Mauricio foi o responsável pela criação do cenário do Xou da Xuxa em 1986 e também pela revista da apresentadora que se tornou uma personagem em quadrinhos. A partir de janeiro de 2007, as publicações passaram a ser distribuídas pela multinacional Panini, que detinha, na data, os direitos das publicações dos super-heróis da Marvel e DC Comics.

Não são só os seus filhos que foram transformados em personagens, Mauricio costuma aparecer nas histórias. A partir de 2008 ele lançou a versão jovem de seus personagens, em formato mangá, os quadrinhos japoneses.
Alguns de seus filhos que viraram personagens passaram a trabalhar com Mauricio. Mônica é responsável pela divisão comercial de alimentos e produtos licenciados, Magali colabora como roteirista e Marina ajuda na criação de novas histórias.
Em 2007 Mauricio de Sousa foi homenageado pela escola de samba Unidos do Peruche com o enredo "Com Mauricio de Sousa a Unidos do Peruche abre alas, abre livros, abre mentes e faz sonhar".
Em 2014 o escritor lançou um livro da Turma da Mônica com temática espírita, "Meu Pequeno Evangelho", inspirado no livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, uma das cinco obras básicas do Espiritismo.
A Turma da Mônica é protagonista também de cartilhas educativas, de temas variados.
Academia Paulista de Letras
No dia 13 de maio de 2011, Mauricio tomou posse na Academia Paulista de Letras, ocupando a cadeira 24, que anteriormente era ocupada pelo poeta Geraldo de Camargo Vidigal, tornando-se assim o primeiro quadrinista a ser empossado por esta Academia.
Em 2 de maio de 2016, aos 44 anos, seu filho Mauricio Spada faleceu.

Desenho animado.

Canção.

Entrevista com Mauricio.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Muppet Babies.

Muppet Babies é uma série de desenhos animados estados-unidense, originalmente transmitida pela NBC, em 1984. No Brasil, foi transmitido pelo SBT no Show Maravilha.
Era vagamente inspirada numa cena do filme The Muppets Take Manhattan onde a Miss Piggy imagina como seria se ela e Kermit the Frog tivessem crescido juntos. A série retrata versões infantis dos Muppets que vivem juntos num grande berçário, sob os cuidados de uma babá (nunca se chega a saber o que aconteceu com seus pais). A Babá aparece em quase todos os episódios, mas o seu rosto nunca é mostrado. Em vez disto, a personagem é vista da perspectiva dos bebês, com a sua saia cor-de-rosa e as suas características meias listradas com verde e branco.
Na série participavam as seguintes personagens do The Muppet Show e dos filmes que se lhe seguiram: Kermit the Frog (Caco), Miss Piggy, Fozzie, Animal, Scooter, Rowlf, Gonzo, Dr. Bunsen Honeydew e Beaker. A personagem Camilla também aparecia, sob a forma de galinha de peluche do Gonzo. O sobrinho do Cocas, Robin, apareceu em vários episódios como um girino num aquário, e a Janice apareceu como Jovem Janice (embora fosse um pouco mais velha e já soubesse ler) num único episódio.

A série Muppet Babies foi produzida pela The Jim Henson Company e pela Marvel Productions. Depois dos filhos de Jim Henson terem vendido os direitos dos personagens para a Walt Disney Pictures. Embora os episódios durassem 30 minutos (publicidade incluída), a série foi apresentada em blocos de 60 e mesmo 90 minutos durante a sua época de maior popularidade. Fora dos Estados Unidos, o programa foi distribuído pela Walt Disney Television Animation.

Os bebês tinham uma imaginação muito ativa e embarcavam frequentemente em aventuras em mundos imaginários e situações perigosa de onde eram eventualmente salvos quando uma qualquer eventualidade exterior à história – muitas vezes o aparecimento da Babá que vinha indagar o motivo de tanto barulho – os trazia de volta à realidade, mostrando que, por exemplo, uma lula gigante que os tinha presos nos seus tentáculos era, na verdade, a extremidade inferior de uma cortina.
Era comum que cenas de filmes fossem introduzidos na animação e os Muppet Babies incorporassem cenas de filmes antigos e, ocasionalmente, parodiassem personagens de ficção e filmes de Hollywood, tais como A Guerra das Estrelas, Indiana Jones, King Kong, Batman, Caça Fantasmas, De Volta para o Futuro, Os Três Patetas, Beetlejuice e programas de televisão como Family Feud e Barney & Seus Amigos.
Uma cena recorrente da série implicava em um dos bebês, geralmente Gonzo, abrindo a porta do armário em busca de alguma coisa, ou olhando através de um túnel escuro, ou algo do gênero, para, no final, se deparar com uma cena de um filme qualquer onde algo assustador ou inesperado (tal como um enorme monstro rugindo ou então um trem descontrolado) surgisse rapidamente.

Um dos aspectos mais notáveis desta série é que lançou a moda das versões infantis, já que os Muppet existiam em versão adulta. Esta tendência seguiu na Disney, na Looney Tunes, no Scooby Doo, nos Flintstones, e em muitos outros.
Em 2016, foi anunciado um reboot produzido para o canal disney Júnior.

Abertura com legenda.


Trecho de um episódio.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Vera Gimenez.

Vera Regina Oliveira Gimenez nasceu em São Paulo, no dia 14 de setembro de 1948.
Foi casada com o ator Jece Valadão e é mãe da apresentadora, do SuperPop, Luciana Gimenez e do ator Marco Antônio Gimenez. Segundo a própria Vera, Jece foi o grande incentivador de sua carreira, mesmo já tido feito feito dois filmes antes de unir-se a ele.
Em setembro de 2010 descobriu, em exames de rotina, que estava com câncer no pedículo da sétima vértebra. Foi seu terceiro câncer, o primeiro foi descoberto maio de 1994 e foi retirada sua mama, o segundo foi em 2004, quando descobriu uma mancha na sétima costela, do lado direito.

Sua carreira se iniciou na Televisão Excelsior, em 1967, aos 19 anos, quando atuou na novela Os Fantoches.
Em 1971, começou a fazer cinema  e atuou nos filmes: Tô na Tua, Ô Bicho e Lua de Mel e Amendoim. Em 1972 fez A Difícil Vida Fácil. Em 1973: Um Edifício Chamado 200, A Filha da Madame Bettina", O Descarte, e Obsessão. Em 1974: O Marginal e O Mau Caráter. Em 1975: As Loucuras de Um Sedutor e Nós, os Canalhas, ao mesmo tempo , participou nesse ano na novela Escalada da Rede Globo.
Em 1976, foram mais quatro filmes: Ninguém Segura Essas Mulheres, Já Não Se Faz Amor Como Antigamente, A Noite dos Assassinos e O Homem de Papel.
Tais filmes do gênero pornochanchadas e filmes da chamada Boca do Lixo, lhe renderam uma comparação com o trabalho pornográfico em uma biografia não autorizada de Mick Jagger, vocalista da banda Rolling Stones, com quem sua filha Luciana tem um filho.

Entre especiais e novelas em seu currículum televisivo estão os folhetins da Globo, Anjo Mau, Duas Vidas, Guerra dos Sexos, Amor com Amor se Paga, Livre para Voar, Ti Ti Ti (1985 e 2010), Anos Dourados, Escalada, A Próxima Vítima.
A novela Cristal do SBT, e Kananga do Japão da Rede Manchete.
Nos anos 1980, cursou psicologia abandonando sua carreira por 5 anos. Trabalhou como psicóloga durante dois anos no escritório de seu marido, que era psiquiatra. Parou de atender, pois foi chamada para voltar às novelas.
Vera disse em entrevista com o Gugu, que quando faltava apenas 4 anos para se aposentar, ela foi desligada da Rede Globo, poucos meses após Luciana Gimenez dar a luz ao seu filho Lucas, cujo pai é o roqueiro Mick Jagger.

No programa da filha Luciana, By Night.

Homenagem.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

NATASHA REBELO.

Natasha Rebelo é uma cantora de rock, personagem da novela Vamp, escrita por Antônio Calmon com a colaboração de Tiago Santiago.
Vamp foi apresentada entre 1991 e 1992 e reprisada no começo do ano de 1993 na Rede Globo.
No folhetim, Natasha vendeu sua alma para o conde Vladymir Polanski, o rei dos vampiros que não queria perder a alma da cantora, já que descobrira ser ela uma reencarnação de sua ex amada Eugênia Queiroz que o trocou por outro homem a séculos atrás.
Claudia Ohana, foi a responsável por dar vida a personagem e soltar a vóz.
Como a atriz canta, e muito bem, a música tema de Natasha, uma regravação de Sympathy For The Devil dos Rolling Stones, fez sucesso dentro e fora da novela.
A canção estava sempre entre as mais tocadas nas rádios e Natasha até gravou outra música  (Quero Que Vá Tudo Para o Inferno de Roberto Carlos) com direito a video clip, assim como a primeira, mas essa não vingou.
Claudia Ohana até apresentou peças musicais, mas como cantora sua carreira não decolou e ficou restrita apenas às novelas que atuou. 

SYMPATHY FOR THE DEVIL.

QUERO QUE VÁ TUDO PARA O INFERNO.


DOCE VAMPIRO - COM RITA LEE.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Leão Lobo.

Leão Nicola Lobo nasceu no dia 1 de março de 1954, em São Paulo.
Filho e irmão de jornalistas, Leão Lobo não queria seguir os passos de seus familiares, queria ser ator teatral e em 1973 fez a sua estreia profissional no teatro. A peça era O Jardim dos Amores, com Cleide Yáconis, mas as dificuldades financeiras fizeram com que ele se lançasse a novos desafios e em 1974, surgiu a oportunidade de atuar como repórter no Jornal do Bairro, de São Paulo. A partir daí, apaixonou-se pela profissão de jornalista e foi trabalhar em veículos como o Jornal da Tarde e a Folha da Tarde.
O jornalista é assumidamente homossexual e militante da causa LGBT, ele contou em entrevista que foi vítima de estupro aos 16 anos. Leão Lobo contou também que namorou uma mulher por 1 ano e meio e se tornou pai de uma menina, que assumiu a paternidade em 1991.

Em 1984, surgiu o primeiro convite para participar em programas de televisão. Na década de 1980 ele integrou a bancada de jurados do Show de Calouros no SBT com Silvio Santos. Na época, dividia espaço com Mara Maravilha, Flor, Sônia Lima, Elke Maravilha  e Sergio Mallandro, entre outros.
A estreia definitiva na TV aconteceu com o programa Mulheres, na TV Gazeta, em 1990, no qual permaneceu em várias fases do programa até 2001.

Em 2000/2001 apresentou o programa Arroz, Feijão e Fofoca com Cláudia Pacheco.
Em 2001 se transferiu para a Band, para apresentar o Melhor da Tarde, dividindo espaço com a ex vj da MTV, Astrid Fontenelle e Aparecida Liberato. O programa durou até 2003.
De 2004 até junho de 2007, Leão Lobo tinha um programa, o De Olho nas Estrelas, na Band, o qual girava em torno das novidades da televisão e fofocas das celebridades. Já de 2007 até 2008 o programa era o Atualíssima que contava com a participação de Rosana Hermann, e durou até seu contrato acabar com a emissora no fim de 2008.
A partir de 2009 passou a apresentar um programa na CNT junto com Celso Russomanno, Adriana de Castro e Rony Curvelo.

Em 2012 Leão Lobo se tornou avô.
Em 2014, voltou para a TV Gazeta, onde integrou o elenco do programa Revista da Cidade, no qual fazia a cobertura das notícias das celebridades ao lado da apresentadora Regiane Tápias, após ser demitido da CNT.
Em 2016, assinou contrato com o SBT para apresentar um novo programa com Mara Maravilha e Mamma Bruschetta, o Fofocando, que estreou no dia 1 de agosto de 2016. O jornalista teve que rescindir o contrato que tinha com a TV Gazeta, tendo que pagar a multa contratual.
Leão Lobo também é, desde 2014, jurado do quadro Dez ou Mil, do Programa do Ratinho, também do SBT, além de ser jurado da premiação anual da emissora, o Troféu Imprensa.

Além dos programas, Leão Lobo já teve quadros de fofocas em várias outras atrações da televisão como: Show de Calouros (SBT), Aqui Agora (SBT), Note e Anote com Ana Maria Braga (Rede Record), Dia a Dia (Band), Jogo da Vida (Band) e foi repórter do Domingo Legal (SBT) com Gugu.
Devido as fofocas, temas de seus programas, Leão Lobo já foi processado por Susana Vieira, Danielle Winits, Thiago Lacerda e vários outros artistas.

No Fofocando.


sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Salomé - Telenovela.

Salomé é uma telenovela produzida e exibida no horário das 18 horas pela Rede Globo entre 3 de junho e 4 de outubro de 1991, em 107 capítulos.
Escrita por Sérgio Marques, e inspirada no romance de Menotti del Picchia, contou com a colaboração de Elizabeth Jhin e dirigida por Herval Rossano e Marco Aurélio Bagno.
Patrícia Pillar foi a protagonista, seguida por Petrônio Gontijo, Imara Reis, Suzy Rêgo,Edwin Luisi, Rubens de Falco, Flávia Monteiro e Carlos Alberto nos papéis principais.

Sinopse: Na cidade de São Paulo da década de 1930, Salomé (Patrícia Pillar) é uma jovem muito à frente de seu tempo. De caráter ousado e rebelde, ela escandaliza a sociedade com a dança dos véus, em que fica seminua num palco em Paris. Por isso, o pai obriga-a a retornar ao Brasil, para a cidade de São Paulo. Chegando à cidade, vai morar na Fazenda de Pindorama, onde conhece Duda (Petrônio Gontijo), por quem se apaixona.
A relação que Salomé mantém com o padrasto, coronel Antunes (Carlos Alberto), é agressiva, mas este alimenta um forte desejo pela enteada.
Os conflitos aumentam quando Santa (Imara Reis), a mãe de Salomé, se apaixona por Duda, seu único e verdadeiro amor, e Salomé vive um inferno, assediada pelo padrasto e com sua mãe sofrendo de amores por Duda, a paixão da moça.

Salomé foi a segunda e última tentativa da Rede Globo de apresentar uma telenovela totalmente gravada antes de sua estreia, tal como já havia sido feito dois anos antes, com Pacto de Sangue, em 1989. E assim como Pacto de Sangue, Salomé não conquistou nem repercussão nem bons índices de audiência. Salomé teve uma das menores audiências da história da Globo até então, com média geral de 35 pontos, muito baixa para o padrão da época. A novela antecessora, Barriga de Aluguel, chegava a 60 pontos em alguns capítulos. Depois de Salomé, a Rede Globo ficou quase 8 anos sem produzir uma novela de época. Apenas algumas minisséries, como Engraçadinha: Seus Amores e Seus Pecados e Hilda Furacão, produzidas respectivamente em 1995 e 1998, que fizeram grande sucesso. A produção das novelas de época voltou com Força de um Desejo, escrita por Gilberto Braga e Alcides Nogueira, protagonizada por Malu Mader e Fábio Assunção, em 1999, que contou com a participação de Sonia Braga, seguida por Esplendor e O Cravo e a Rosa.

A ideia original de Salomé era a de que fosse apresentada com apenas 60 capítulos. O então vice-presidente de operações da emissora, Boni, vetou o projeto, aumentando a duração da trama, que passou a ter 107 capítulos. No entanto, a novela ainda é uma das mais curtas já produzidas para o horário das 18 h.
O designer Hans Donner ainda hoje considera a abertura de Salomé - uma montagem com quadros do pintor austríaco Gustav Klimt - uma das melhores aberturas já produzidas por ele para a emissora. O desenho do rosto que aparece no logo da novela é igual ao usado na abertura de Nina, de 1977. O tema de abertura, "Sombra em Nosso Olhar", seria inicialmente interpretado pela cantora e apresentadora Mara Maravilha, que chegou a gravar a canção. Mas a mesma foi posteriormente vetada em razão de Mara trabalhar, na época, em outra emissora, o SBT. Ela, no entanto, lançou sua versão da música mesmo assim, incluindo-a como bônus em seu álbum "Curumim", de 1991. A cantora Selma Reis substituiu Mara interpretando o tema de abertura.

Entre as canções que compunham a trilha sonora da novela, fez parte Te Amo, de Biafra, Riscos do amor, de Rosana Fiengo, e Destino, de Patrícia Marx.

Início.

Sombra Em Nosso Olhar - Mara Maravilha.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Vera Fischer.

Vera Lúcia Fischer nasceu em Blumenau (SC), no dia 27 de novembro de 1951.
É atriz e escritora, e já foi Miss Brasil em 1969.
Vera Fischer nasceu em uma família de origem alemã, na cidade de Blumenau, no Vale do Itajaí, Santa Catarina. Sua mãe era brasileira de ascendência alemã e o pai era alemão nato. Em sua autobiografia, Vera classificou seu pai como nazista convicto, além de agressivo lhe obrigava a ler Mein Kampf, obra escrita pelo ditador Adolf Hitler.
Até os cinco anos de idade, Vera apenas falava alemão. Ela, de família protestante, estudou em colégio católico, e frequentava cultos aos domingos e missas às sextas-feiras.

Iniciou a carreira como atriz, fazendo pornochanchadas, depois passou a fazer telenovelas e outros filmes. No cinema, interpretou personagens de Rubem Fonseca, Plínio Marcos e Nelson Rodrigues. Em 1982, Fischer ganhou dois prêmios de melhor atriz por "Amor Estranho Amor", de Walter Hugo Khouri, no qual Xuxa, aos 16 anos, faz uma participação polêmica. As duas voltaram a contracenar em 2002 no filme Duendes 2 - No Caminho Das Fadas.
Protagonizou dois ensaios para a revista Playboy, em agosto de 1982 e janeiro de 2000. Na segunda vez fez fotos nua em Paris, aos 48 anos, clicada pelo renomado fotógrafo Bob Wolfenson.
É mãe de dois filhos: A também atriz Rafaela Fischer, nascida em 1979, que teve com Perry Salles, e Gabriel, nascido em 1993, filho de Felipe Camargo.
Em 1º de setembro de 1993, aos 41 anos, foi capa da Revista Veja - com a chamada de capa O Furacão Loiro aos 40 - sobre o grande momento que vivia em sua carreira profissional na minissérie Agosto, na peça Desejo, de Eugene O'Neill e em Forever, filme sexo-cabeça de Walter Hugo Khouri.
Em 2000, ganhou o prêmio Melhores do Ano - Domingão do Faustão, na categoria Melhor Atriz, por sua atuação como a protagonista Helena, na novela Laços de Família, de Manoel Carlos.
Apesar de ter feito inúmeros personagens importantes na Rede Globo, como nas novelas Coração Alado, Brilhante, Mandala, Perigosas Peruas, Laços de Família, O Clone e nas minisséries Riacho Doce, Desejo, Agosto e Amazônia, de Galvez a Chico Mendes, a atriz se queixou, na mídia, da falta de bons convites e papéis para a TV: "Para eu voltar às novelas quero um personagem de verdade. Sou uma atriz." definiu.

Foi indicada quatro vezes ao Troféu Imprensa, na categoria Melhor Atriz como: Luiza Sampaio em Brilhante em 1981, Jocasta Silveira em Mandala em 1987 cujo tema era a música O Amor E O Poder de Rosana Fiengo, Helena em Laços de Família em 2000 e Ivete em O Clone em 2001, depois Salve Jorge, em 2012, no qual interpretou a vilã Irina.
Vera Fischer foi internada por decisão própria, em julho de 2011, numa clínica de reabilitação para dependentes químicos, na Barra da Tijuca, pois ainda não se livrara do vício em drogas. Essa é a terceira vez que se internava.
Em 2015, Vera retornou aos palcos paulistanos após 17 anos com a peça Relações Aparentes, do britânico Alan Ayckbourn. Em entrevista ao programa Altas Horas, de Serginho Groisman, a atriz afirmou que se apaixonou apenas duas vezes na vida: uma vez por Perry Salles, seu primeiro marido, e outra por seu segundo marido, Felipe Camargo.
No teatro, atua em grandes produções, como Negócios de Estado, Macbeth (1992), Desejo (1993), Gata em Teto de Zinco Quente (1998), A Primeira Noite de um Homem (2004) e Porcelana Fina (2006).

Final de Mandala.

Riacho Doce.

O Clone.