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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Kananga do Japão.

Kananga do Japão é uma telenovela brasileira produzida pela Rede Manchete, cuja exibição ocorreu entre 19 de julho de 1989 e 25 de março de 1990, totalizando 208 capítulos.
Escrita por Wilson Aguiar Filho, foi produzida por Jayme Monjardim com a colaboração de Rodrigo Cid, Sérgio Perricone, Gil Haguenauer, Guto Graça Mello, Colmar Diniz e Guilherme Arantes, sob a direção de Carlos Magalhães e Tizuka Yamasaki.

Adolpho Bloch, presidente da Rede Manchete, deu a ideia de produzir um folhetim que mostrasse o Grêmio Recreativo Familiar Kananga do Japão, um famoso cabaré da década de 1930. Com isso, contratou Aguiar Filho, que já tinha produzido Marquesa de Santos e Dona Beija, maior sucesso da teledramaturgia da emissora, desde então. Esse projeto seria uma forma de suprir os prejuízos pela produção anterior, Olho por Olho.
A praça Onze serviu de cenário para a trama que se passava na década de 1930. E a equipe investiu em material fotográfico, livros e documentos do Museu da Imagem e do Som, Arquivo Nacional e Biblioteca Nacional para desenvolver o roteiro. A emissora gastou 20 milhões de dólares com a produção da obra. As filmagens se iniciaram em 15 de maio de 1989.

Cristiane Torloni e Raul Gazolla interpretaram as personagens principais Dora e Alex, e ainda tinham os atores Giuseppe Oristanio, Tônia Carrero, Zezé Motta, Cristiana Oliveira, Cláudio Marzo, Carlos Eduardo Dolabella, Tamara Taxman, Elaine Cristina, Carlos Alberto, Haroldo Costa e Paulo Castelli. 
A cantora Misty executou o tema de abertura, "Minha", presente em um CD lançado paralelamente ao folhetim, o qual contou com canções de Elis Regina, Evandro Mesquita, entre outros.
O título Kananga do Japão é uma referência ao nome da casa noturna na qual a personagem Dora encontra seu grande amor, Alex. Por sua vez, o nome da casa noturna é uma referência a uma flor. A telenovela abordou temas como homossexualidade e adultério.
Voltada para o público adulto, foi recebida positivamente pela mídia e imprensa. Desta forma, foi condecorada por seis categorias vencidas no troféu APCA, da Associação Paulista dos Críticos de Arte (cenografia, trilha sonora, figurino, abertura, revelação feminina, melhor novela).

Para a história, o elenco teve de aprender dança de salão, samba de gafieira, maxixe e foxtrote, além de capoeira, sinuca, etiqueta e noções de judaísmo.
Poucos dias antes da estreia, a Rede Manchete assinou uma parceria com a Fundação do Cinema Brasileiro, o qual confirmava a cessão de cenas de filmes lançados entre 1930 e 1939. Ao final de cada capítulo, era exibido, em três minutos, imagens documentais sobre a época.
O trabalho de 500 engenheiros, arquitetos e cenógrafos para a construção de bondes, trilhos e casas durou cerca de quatro meses e consumiu 1,5 milhão de dólares do orçamento de 5,5 milhões da telenovela. Segundo comentário da escritora, o compromisso maior foi retratar o que era a Praça Onze naquela época.
Inicialmente, a estreia estava prevista para 16 de junho, mas foi adiada por problemas no elenco e texto para 19 de julho na faixa da 21h30. O último capítulo foi mostrado em 25 de março de 1990 e Pantanal ocupou a grade mantendo o alto índice do IBOPE na emissora.

Abertura.

Trecho.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

FLORIBELA.

Floribela é uma telenovela musical originalmente argentina que teve sua versão brasileira produzida pela Rede Bandeirantes.
Apresentada em duas temporadas, a primeira em 2005, do dia 4 de abril até 25 de novembro e a segunda temporada em 2006, do dia 23 de janeiro até 12 de agosto.
Teve como protagonista a atriz Juliana Silveira, ex Angeliquete, escolhida pela sua experiência com a música adquirida no tempo que trabalhou com Angélica.
Ambientada no Rio de Janeiro, Floribela é uma doce versão da menina pobre que encanta o coração do príncipe rico.
Mateus Rocha, ex Angélico, também fez uma participação na novela, depois de três anos se dedicando apenas para a música, aceitou interpretar o dono de uma agência de encontros que se envolveu com a Flor (Floribela).
A novela foi produzida para virar sucesso e cumpriu o papel. Virou álbum de figurinhas e suas músicas eram repetidas a exaustão pelas rádios com a interpretação de Juliana, cuja vóz se assemelha muito a de Angélica nas canções.

ABERTURA PRIMEIRA TEMPORADA.

CANÇÃO - PORQUE. A MAIS TOCADA NAS RÁDIOS.

ABERTURA SEGUNDA TEMPORADA.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Salomé - Telenovela.

Salomé é uma telenovela produzida e exibida no horário das 18 horas pela Rede Globo entre 3 de junho e 4 de outubro de 1991, em 107 capítulos.
Escrita por Sérgio Marques, e inspirada no romance de Menotti del Picchia, contou com a colaboração de Elizabeth Jhin e dirigida por Herval Rossano e Marco Aurélio Bagno.
Patrícia Pillar foi a protagonista, seguida por Petrônio Gontijo, Imara Reis, Suzy Rêgo,Edwin Luisi, Rubens de Falco, Flávia Monteiro e Carlos Alberto nos papéis principais.

Sinopse: Na cidade de São Paulo da década de 1930, Salomé (Patrícia Pillar) é uma jovem muito à frente de seu tempo. De caráter ousado e rebelde, ela escandaliza a sociedade com a dança dos véus, em que fica seminua num palco em Paris. Por isso, o pai obriga-a a retornar ao Brasil, para a cidade de São Paulo. Chegando à cidade, vai morar na Fazenda de Pindorama, onde conhece Duda (Petrônio Gontijo), por quem se apaixona.
A relação que Salomé mantém com o padrasto, coronel Antunes (Carlos Alberto), é agressiva, mas este alimenta um forte desejo pela enteada.
Os conflitos aumentam quando Santa (Imara Reis), a mãe de Salomé, se apaixona por Duda, seu único e verdadeiro amor, e Salomé vive um inferno, assediada pelo padrasto e com sua mãe sofrendo de amores por Duda, a paixão da moça.

Salomé foi a segunda e última tentativa da Rede Globo de apresentar uma telenovela totalmente gravada antes de sua estreia, tal como já havia sido feito dois anos antes, com Pacto de Sangue, em 1989. E assim como Pacto de Sangue, Salomé não conquistou nem repercussão nem bons índices de audiência. Salomé teve uma das menores audiências da história da Globo até então, com média geral de 35 pontos, muito baixa para o padrão da época. A novela antecessora, Barriga de Aluguel, chegava a 60 pontos em alguns capítulos. Depois de Salomé, a Rede Globo ficou quase 8 anos sem produzir uma novela de época. Apenas algumas minisséries, como Engraçadinha: Seus Amores e Seus Pecados e Hilda Furacão, produzidas respectivamente em 1995 e 1998, que fizeram grande sucesso. A produção das novelas de época voltou com Força de um Desejo, escrita por Gilberto Braga e Alcides Nogueira, protagonizada por Malu Mader e Fábio Assunção, em 1999, que contou com a participação de Sonia Braga, seguida por Esplendor e O Cravo e a Rosa.

A ideia original de Salomé era a de que fosse apresentada com apenas 60 capítulos. O então vice-presidente de operações da emissora, Boni, vetou o projeto, aumentando a duração da trama, que passou a ter 107 capítulos. No entanto, a novela ainda é uma das mais curtas já produzidas para o horário das 18 h.
O designer Hans Donner ainda hoje considera a abertura de Salomé - uma montagem com quadros do pintor austríaco Gustav Klimt - uma das melhores aberturas já produzidas por ele para a emissora. O desenho do rosto que aparece no logo da novela é igual ao usado na abertura de Nina, de 1977. O tema de abertura, "Sombra em Nosso Olhar", seria inicialmente interpretado pela cantora e apresentadora Mara Maravilha, que chegou a gravar a canção. Mas a mesma foi posteriormente vetada em razão de Mara trabalhar, na época, em outra emissora, o SBT. Ela, no entanto, lançou sua versão da música mesmo assim, incluindo-a como bônus em seu álbum "Curumim", de 1991. A cantora Selma Reis substituiu Mara interpretando o tema de abertura.

Entre as canções que compunham a trilha sonora da novela, fez parte Te Amo, de Biafra, Riscos do amor, de Rosana Fiengo, e Destino, de Patrícia Marx.

Início.

Sombra Em Nosso Olhar - Mara Maravilha.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

RIACHO DOCE.

Exibida entre 31 de julho a 5 de outubro de 1990 em 40 capítulos.
Minissérie com imagens belíssimas, produzida e exibida em tempo recorde. Seu lançamento foi precipitado pela Rede Globo, oferecendo uma concorrência rápida ao sucesso da novela Pantanal da Rede Manchete.
Na época, a Globo apresentava a novela Rainha da Sucata que constantemente perdia no IBOPE para a Manchete. Pantanal abusava de cenas longas de natureza selvagem, diálogos lentos e muita música que estendia sem pressa os capítulos da trama. Riacho Doce usou as mesmas armas.
Trazer a obra de José Lins do Rego para a TV foi uma idéia de Aguinaldo Silva. Na verdade, ele não se lembrava bem da história, lida na infância, mas a sensualidade e a beleza literária eram emoções ainda muito fortes. Esses elementos foram preservados na adaptação.
O projeto Riacho Doce nasceu de um programa sobre Fernando de Noronha, exibido pelo Globo Repórter e assistido por Paulo Ubiratan. Deslumbrado com as imagens de fundo do mar, Paulo ousou e obteve belíssimas cenas que só enriquecem este "romance com pitadas de tragédia e aventura" como, na época da estréia, definiu a minissérie.
A aventura, é claro, fica por conta dos mergulhos e do fundo do mar. Quanto ao romance e a tragédia, decorrem da paixão de Nô (Carlos Alberto Riccelli) e Eduarda (Vera Fischer) e a proibição pela mística vó Manuela (Fernanda Montenegro).
A história começa com a chegada de Eduarda e Carlos a uma pequena cidade de pescadores onde Carlos tenta resgatar a carga de um navio naufragado. Trata-se de um trabalho misterioso e que provoca suspeitas na comunidade local liderada por vó Manuela, uma mulher poderosa e mística que prepara seu neto, Nô, para herdar seu poder. Para isto ela fechou seu corpo impedindo-o de amar qualquer mulher. Eduarda, porém desafia seus desígnios.
Mulher de horizontes mais amplos e que já enfrentou sérias crises existenciais, Eduarda percebe a luminosidade e a natureza desta cidade como uma nova oportunidade para refazer sua vida e desta nova vida, Nô fará parte, apesar de vó Manuela.
Riacho Doce mostra a paixão da Eduarda por toda aquela natureza através de sua sensualidade que é despertada ao chegar na cidade. E Nô simboliza tudo que ela procurava. Nô, aliás, desperta paixões em todas as mulheres da cidade, mas não se envolve com nenhuma. Até conhecer Eduarda.
Essa primeira atração desencadeia conflitos, Nô chega a odiar esta mulher que invadiu sua vida e fez com que ele sentisse emoções até então estranhas. Além disso, o marido de Eduarda, Carlos, e Silveira e Helena (Ewerton de Castro e Beth Goulart) também não entendem a forma com que Eduarda se integrou àquele pobre cotidiano. Percebendo todas essas questões, a sábia vó Manuela prevê fatos e reações porque conhece a natureza humana.
Apesar de não divulgado pela produção da minissérie, a praia de Carne de Vaca, em Goiana, Pernambuco divisa com a Paraiba, serviu de cenário para a vila de pescadores, e muitos moradores da praia foram figurantes da trama. Depois do fim das filmagens, pensou-se em mudar o nome da praia, de Carne de Vaca para Riacho Doce, mas parte da população não aceitou a idéia. 
Riacho Doce foi reapresentada entre 1º de abril e 10 de maio de 1991 na sessão Vale a Pena Ver de Novo, às 13h30, em 30 capítulos, e, no fim de tarde, entre 16 de fevereiro e 27 de março de 1998, às 17h00, com os mesmos 30 capítulos, na faixa de programação intitulada Tempo de Verão. Também foi lançada em vídeo nos anos 90, e em DVD, em 2007, em uma caixa de 5 discos.

ABERTURA.


EDUARDA E NÔ NADAM NAS ÁGUAS AZUIS DO RIACHO.

EDUARDA E NÔ. CENA DE AMOR.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

RAINHA DA SUCATA..

REPOSTAGEM - Rainha da Sucata estreou em 2 de abril de 1990 e terminou em 26 de outubro do mesmo ano.
Foi a primeira novela "das 8" escrita por Sílvio de Abreu, que até então havia assinado várias tramas apresentadas às 19 horas. Ele foi designado para escrever uma telenovela humorística para as 20 horas fazendo parte da programação das festividades dos 25 anos da Rede Globo.
Nesta época, havia uma determinação do Departamento de teledramaturgia da emissora para evitar a apresentação de enredos excessivamente dramáticos, entretanto, esta proposta só prevaleceu no início da trama; a partir da segunda metade, o folhetim deixou de lado a veia humorística e passou a ser, de fato, uma história mais séria. Aproveitando-se da música do momento, a novela contribuiu para a febre da lambada que marcou a época.
Rainha da Sucata era carregada com os tons e exageros característicos dos anos 80, parodiava a situação econômica do país, bem como a classe alta falida de São Paulo e teve uma forte concorrente na época, o folhetim da Rede Manchete, Pantanal, ainda assim alcançou média de audiência de 59 pontos. Estreou com 61 pontos, e o último capítulo registrou 70 pontos e picos de 76.

O enredo da novela era o seguinte: Maria do Carmo (interpretada pela Regina Duarte) fez fortuna acreditando no negócio do pai, Onofre, já falecido (interpretado por Lima Duarte), que trabalhava com ferro-velho. Ela chega aos anos 1990 com os negócios ampliados e consolidados, podendo abrir uma lambateria no alto de um edifício de sua propriedade na Avenida Paulista.
Apesar disso, ela ainda guarda uma mágoa de Edu (interpretado por Toni Ramos), por quem foi humilhada no passado.
Maria do Carmo se aproxima de Edu, e, acenando com sua conta bancária, conquista-o para o casamento. Ele aceita se casar com ela por dinheiro, mas depois se apaixona de verdade. Ela, então, conhece dias de terror ao enfrentar a perversa Laurinha Figueroa (interpretada por Glória Pires), que é apaixonada pelo enteado e não se conforma em perder Edu para a "sucateira".
O casamento é acompanhado de perto por outros infortúnios. Os negócios de Maria do Carmo enfrentam a derrocada econômica provocada por seu administrador mau-caráter, Renato Maia (interpretado por Daniel Filho). E ela ainda perde o prédio na Paulista para sua vizinha, Dona Armênia (interpretada por Aracy Balabanian), a legítima proprietária.
Em contrapartida, há o misterioso Jonas (interpretado por Raul Cortez), que se emprega como mordomo na mansão dos Figueroa para descobrir o verdadeiro motivo de perseguição dos Figueroa e da irmã de Betinho, Isabelle de Bresson, à sua filha Paula (Claudia Ohana),  uma repórter iniciante, que, para alcançar o sucesso profissional, passa a acompanhar o dia-a-dia de Maria do Carmo, como um  paparazzo. 

ABERTURA DA NOVELA


TRILHA INTERNACIONAL.


sexta-feira, 24 de abril de 2015

VAMP.

REPOSTAGEM - Vamp foi uma das apostas do diferente em termos de telenovelas para a grade da Rede
Globo. A trama foi apresentada no horário das 19h. Estreiou no 15 de julho de 1991 e terminou no dia 8 de fevereiro de 1992. Foi escrita por Antonio Calmon e dirigida por Jorge Fernando.
Em Armação dos Anjos, litoral do estado do Rio de Janeiro, o capitão reformado Jonas Rocha, viúvo com seis filhos, casa-se com a historiadora Carmem Maura, também viúva e com seis filhos. Eles terão problemas inéditos, além daqueles comuns a uma família numerosa, ao entrar em contacto com os vampiros que assolam a cidade com a chegada da famosa cantora Natasha para a gravação de um clipe.
Natasha, uma cantora de rock, vendeu sua alma ao terrível Conde Vladymir Polanski, chefe dos vampiros, para brilhar na carreira. Mas ele descobre que em encarnações passadas ela era Eugênia, o seu amor, que preferiu ficar com Rocha, a outra vida do Capitão Jonas. O conde passa então a perseguir Natasha e a família do capitão, inclusive usando de seus poderes para envolver Carmem Maura.
Natasha, por sua vez, quer destruir Vlad para se livrar de sua maldição. A única arma de que dispõe para isso é a Cruz de São Sebastião, que está escondida em algum lugar em Armação dos Anjos. A cruz deve ser manejada por um homem chamado "Rocha". O herói é portanto o Capitão Jonas.
Também está em Armação o bandido Jurandir, fugindo de Cachorrão, um líder de marginais que Jurandir assaltou por engano. Na cidade, ele se esconde nas vestes de um padre, fica amigo da garotada e recebe o apelido de Padre Garotão. A batina, no entanto, não é tropeço para seu louco namoro com Marina, a protegida de Cachorrão.
A novela teve três discos como trilha sonora. Na capa do disco da trilha nacional estava a atriz Claudia Ohana que interpretou a vampira Natasha e que gravou "Simpathy for the devil", sucesso dos Roling Stones. Na capa da trilha internacional estava a atriz Luciana Vendramini que depois de ser reprovada no teste para Paquita do Xou da Xuxa, foi convidada para atuar na novela. Além da trilha internacional, ainda teve o disco da Rádio Corsário que fazia sucesso na cidade fictícia Armação dos Anjos. Nesse disco Claudia Ohana gravou "Quero que vá tudo pro inferno", sucesso de Roberto Carlos.

ABERTURA.

NATASHA EM VENEZA.

SIMPATHY FOR THE DEVIL

QUERO QUE VÁ TUDO PRO INFERNO

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

TOP MODEL.

Top Model é uma telenovela produzida e exibida pela Rede Globo, escrita por Walther Negrão e Antônio Calmon, com colaboração de Vinícius Vianna e Rose Calza, com direção-geral de Roberto Talma, direção de Mário Márcio Bandarra e Fred Confalonieri.
O primeiro capítulo foi exibido em 18 de setembro de 1989 e o último em 5 de maio de 1990, contabilizando 197 capítulos.
Top Model é considerada a novela com maior audiência da Rede Globo nesse horário, marcando 64 pontos de audiência.
Teve como protagonistas a atriz Malu Mader e Taumaturgo Ferreira, além de Nuno Leal Maia, Maria Zilda Bethlem, Zezé Polessa, Evandro Mesquita, Eva Todor, Alexandre Frota, Jonas Torres, Denise del Vecchio, Gabriela Duarte, Marcelo Faria, Jonas Bloch, Suzy Rêgo e Cecil Thiré em outros núcleos da trama.
A novela foi reprisada no Vale a Pena Ver de Novo entre 14 de janeiro de 1991 e 5 de julho de 1991, em 125 capítulos na Rede Globo e pelo Canal Viva entre 19 de dezembro de 2011 e 18 de setembro de 2012.

Malu Mader interpretou Duda, uma top model de sucesso que ao ser contratada para desfilar os modelos da confecção Covery, entra em contato com os irmãos Kundera - Alex e Gaspar - proprietários da empresa.
Gaspar é um hippie remanescente de sua geração, um surfista quarentão que mora em frente à praia e cuida dos jovens filhos, Elvis, Ringo, Jane, Olívia e Lennon, que teve com mulheres diferentes, numa relação de amor, compondo uma família harmoniosa, mesmo com a ausência das esposas que o abandonaram. Ele não consegue enxergar o amor platônico da atrapalhada Naná, a amiga de todas as horas que passa a disputá-lo com Mariza. Esta última é a mãe do filho mais novo de Gaspar que um dia trocara ele por seu irmão, Alex.
Já Alex é um representante dos yuppies dos anos 80. O cérebro da Coveri, ele desenvolve uma relação de ódio com a mãe Morgana e nutre um ciúme doentio de Gaspar.
Alex se apaixona por Duda. Mas ela ama o grafiteiro Lucas, que está no Rio de Janeiro fugindo da polícia paulistana por ter-se envolvido num crime. Além disso, Lucas procura por seu pai desconhecido, sem saber se ele é Alex ou Gaspar.

Malu Mader revelou em entrevista recente que na época ela gravava muitas vezes sem maquiagem, já que estava fazendo constantemente cenas na praia.
Evandro Mesquita contou que depois de cada gravação ele gostava de tocar violão e cantar com os atores que compunham o núcleo em que atuava.
Ou seja, o clima era leve e descontraído. A paixão e a naturalidade dos atores pela trama foi transmitida ao público.

ABERTURA.

ALGUMAS DAS MÚSICAS DA NOVELA.

sábado, 13 de agosto de 2011

MALHAÇÃO.

A primeira temporada do seriado adolescente Malhação estreou em 24 de abril de 1995, dois dias antes de a Rede Globo completar seus 30 anos.
Teve como tema de abertura a música "Assim Caminha A Humanidade"de Lulu Santos e como cenário uma fictícia academia de ginástica situada na Barra da Tijuca, que deu nome ao programa.
Danton Mello interpretava o Héricles, um rapaz ingênuo do interior que foi para o Rio de Janeiro e acabou arranjando um emprego na academia, onde conheceu Isabella, uma linda bailarina interpretada por Juliana Martins. Os dois formaram o par romântico da temporada.
Silvia Pfeifer interpretou a Paula, dona da Academia Malhação, que sofreu nas mãos dos filhos adolescentes, Fabinho (Bruno de Lucca) e Luiza (Fernanda Rodrigues).
Luiza era apaixonada por Dado, o professor de artes marciais da academia que foi interpretado por Claudio Heinrich. No entanto, ele a via apenas como uma criança. Já Fabinho, começava a mostrar os primeiros sinais da puberdade e se metia em muitas confusões com seu amigo Bróduei (Fabiano Miranda), trabalhador na cantina da academia.
Outro personagem de destaque foi Mocotó incorporado por Andrá Marques, um mulherengo assumido e frequentador assíduo das aulas da academia nas quais haviam meninas presentes. André disse mais tarde que engordou para interpretar o personagem e nunca mais recuperou o peso anterior.
As histórias eram curtas, duravam em média uma semana e contavam com a participação de muitos artistas.
Racismo, prevenção à AIDS, virgindade masculina, direitos e deveres de cada cidadão, gravidez na adolescência, brigas de gangues, pais separados, uso de anabolizantes, tabagismo e muitos outros temas sócio-educativos foram abordados em Malhação 1995.
No entanto nem tudo foi legal, a Rede Globo foi multada pelo Juizado de Menores do Rio por exibir uma cena erótica envolvendo um menor de idade. Na cena, ambientada no box do vestiário da academia, Lola (Gisele Fraga) e Dado (Cláudio Heinrich) fizeram sexo e apareceu as nádegas da moça. O problema foi os dois serem flagrados pelos personagens Héricles (Danton Mello), Bella (Juliana Martins) e pelo garoto Fabinho, interpretado pelo ator Bruno de Luca, que tinha 12 anos na época.
A academia Malhação foi construída nos estúdios da Cinédia, em Jacarepaguá. Ocupava uma área de 1.560 m² e tinha estacionamento, piscinas, bar, vestiário, terraço, entrada principal, etc.
Participaram, ainda, da série os atores Luigi Baricelli e Carolina Dieckmann.

O primeiro CD teve Danton Mello ilustrando a capa e  veio com as seguintes músicas:
There's a Party (DJ Bobo)
O Paraíso (Conexão Japeri)
Move Your Body (Odissey)
Assim Caminha a Humanidade (Lulu Santos)
Lover On The Line (The Free)
Is This Life (Linda Carriere)
Sax Disco (instrumental) (Paulo Henrique)
Espelhos D'Água (Patrícia Marx)
Malandragem (Cássia Eller)
Pecado (Pecado Veloso)
Joguei Com Seu Coração (Abdula)
Noves Fora (Nico Rezende)
Sensual (Instrumental) (Paulo Henrique)
Sonho Bom (Josye)

No segundo CD foi a vez de Claudio Heinrich ilustrar a capa e as músicas foram:
Ritmo da Chuva (Rhythm of the Rain) (Sr. Banana & Heartbreakers)
Chega Disso (Skank)
Break Out (Gottsha)
Coleção (Ezequias)
Essa Menina (João Marcelo Bôscoli & Simoninha)
Babilônia Rock (Fernanda Abreu & Cláudio Zoli)
Fullgás (Lulu Santos)
Catch a Fire (Haddaway)
Escotilha (Maskavo Roots
Fly (Throught The Starry Night)
Dias e Noites (Veneza)
Te Amo (Roberta Little)
Mocotomóvel (Instrumental) (Paulo Henrique)

PRIMEIRA ABERTURA.

PRIMEIRO CAPÍTULO (POR VÍDEO SHOW)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

XICA DA SILVA.

A novela Xica da Silva foi produzida pela extinta Rede Manchete e exibida entre 17 setembro de 1996 a 11 de agosto de 1997 às 21h30.
Teve como protagonista e antagonista principal, respectivamente, Taís Araújo e Drica Moraes. E, ainda, a participação de Adriane Galisteu que estava estreando como atriz.
A trama foi escrita por Walcyr Carrasco (sob o pseudônimo Adamo Angel) e dirigida por Walter Avancini. Um longa foi produzido décadas antes e a história é baseada na vida real da escrava que vira rainha.
Uma reprise da telenovela foi exibida no canal SBT, do dia 28 de março de 2005 a 9 de dezembro de 2005.
A novela causou muita polêmica na época por exibir Taís Araujo seminua com apenas 17 anos. A vara da Criança e do Adolescente do Rio de Janeiro notificou publicamente a Manchete além de protestos de setores da sociedade pedindo para retirada da novela do ar.
Como a nudez era uma marca registrada das novelas da Manchete e a protagonista não podendo participar de cenas mais quentes, a atriz pornô italiana Cicciolina foi convidada para fazer uma participação no folhetim e esquentar os capítulos até que Taís completasse 18 anos.
Xica da Silva é a escrava que muito inteligente conquistou um marido rico e escandalizou a sociedade hipócrita de sua época, movida pela cobiça do diamante.
No Brasil daquela época, o homem mais importante era o Contratador Felisberto Caldeira Brant, encarregado pelo rei de Portugal para ministrar o manejo das minas de diamantes do Arraial do Tijuco.
Quando o contratador decide vender Xica, sua escrava e sua filha, um segredo escondido a anos, ao Capitão do Mato Jacobino para trabalhar como prostituta, a jovem mucama se vinga roubando-lhe toda a sua fortuna em diamentes guardada num baú, ainda mais porque descobre que o contratador na verdade é seu pai e nunca reconheceu isso.
O plano, executado por Xica com a cumplicidade do seu melhor amigo, escravo Quiloa, apaixonado pela escrava, arruina seus senhores que são enviados à prisão em Portugal.
Com a fortuna em mãos e, para não levantar suspeitas, Xica e Quiloa decidem esconder o baú recheado de diamantes embaixo de uma terra, para que, mais tarde, tivessem dinheiro bastante para comprar as suas cartas de alforria.
Com a desgraça da família do Contratador, Quiloa foge para um quilombo, enquanto Xica e sua mãe são vendidas para o Sargento-mor Tomaz Cabral, que a estupra e a deixa com ódio mortal.
Sua nova ama (senhora) é a perversa Violante, filha de Cabral.
Na casa do Sargento-mor Xica conhece o amor de sua vida, o novo contratador da região, João Fernandes de Oliveira, prometido a casar-se com Violante.
O moço se encanta ao ver a escrava e resolve comprá-la. Não querendo desagradar o Contratador, futuro marido de sua filha, Tomaz Cabral vende a negra para alívio dela, que vivia a apanhar e ser abusada.
A escrava é enviada ao contratador, mas ela, por medo e trauma, e para ser mais valorizada, se nega a dormir com ele.
João, comovido pela beleza de Xica, decide esperar que ela mesma o procure e depois de meses ele tem sua primeira noite de amor com Xica. Fascinado pela negra, e depois de tanto brigar com Violante, pelo seu jeito ciumento, mimado e arrogante, o contratador rompe o compromisso com sua noiva e decide admitir sua paixão pela escrava em público.
Esperta e decidida, Xica, alforriada, se mune dos maiores luxos possíveis, com muitas roupas e joias importadas, carruagens e com direito a um mar de verdade em sua fazenda, com um gigantesco navio, além de possuir sete mucamas.
Xica transforma-se numa verdadeira rainha, sempre esnobando a nobreza que antes a chicoteava. Apaixonada pelo marido, ela está disposta a defender sua relação com unhas e dentes, batendo de frente com a sociedade preconceituosa e com Violante, que a inferniza constantemente, demonstrando seu amor doentio pelo contratador.
Depois de meses de casada e sendo a mais rica e invejada mulher da cidade, ela é acusada de bruxaria.
Presa e condenada à fogueira pela Igreja, vê sua mãe morrer sendo ela amarrada em vários cavalos e partida ao meio.
Para libertar Xica, o contratador, casa-se com Violante, que, influente, retira as acusações forjadas por ela mesma, libertando a ex-escrava.
João Fernandes e Violante viajam para Portugal, separando assim o Contratador de sua amada.
Os dois se casam, mas logo após a cerimônia, João Fernandes abandona a esposa em seu castelo que enlouquece de vez.
João vem rever Xica no Brasil.
No fim, Xica tem muitos filhos com João Fernandes, mais de dez, todos criados diferentes de como ela foi, com luxo, dinheiro, educação e família.

ABERTURA ORIGINAL. REDE MANCHETE.

O BANHO DE CACHOEIRA DE XICA.

PRINCESA LUDOVICA. CICCIOLINA. dublado em espanhol.

ABERTURA DA REPRISE NO SBT.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

CHIQUITITAS.

Chiquititas é uma telenovela argentina criada por Cris Morena e exibida pela rede argentina Telefe, em 1995.
É um dos primeiros grandes sucessos infantis dos anos 90 e que ganhou versões no Brasil, México, Portugal e Romênia.
Em 1997 o SBT realizou uma parceria inédita com a rede Telefe e durante cinco temporadas exibiu a versão nacional da novela.
A trama nacional era gravada em Buenos Aires, com atores brasileiros e rendeu ótimos índices de audiência e "merchandising" na época.
Foi o folhetim infantil que lançou na tv brasileira atores que hoje são consagrados na teledramaturgia, como Fernanda Souza (a Mili), Sthefany Britto (Hannelore), Kayky Brito (Fabrício), a ex Paquita Bianca Rinaldi (Andréia) e Bruno Gagliasso (Rodrigo).
Chiquititas lançou vários CDs de canções dançantes que embalavam os clipes da novelinha, todos produzidos com muito colorido. Foi tema de revistas e virou álbum de figurinhas, ou seja, febre entre as crianças e adolescentes.
Em 1998, foi a vez do México realizar a sua versão, também gravada na capital argentina e exibida pela TV Azteca, mas não obteve um resultado aceitável e encerrou ainda na primeira temporada.
Em 2001, após várias brigas entre a criadora e a Telefe, a trama passou a ser exibida aos domingos e a sétima temporada, chegou a ter apenas 10 capítulos. Como resultado, para se "despedir" do público, foi criado um programa chamado Chiquititas de Oro, onde premiava-se os atores que fizeram a história da novela durante sete temporadas.
Cris Morena saiu da emissora e no ano seguinte criou a sua produtora independente " Cris Morena Group".
Cinco anos depois da empresária ter "feito as pazes" com a emissora argentina, ambos decidiram retomar o antigo sucesso produzindo uma nova versão da trama que projetou Cris Morena para o mundo.
De 20 de agosto de 2007 a 18 de janeiro de 2008 o SBT exibiu a sexta temporada produzida na Argentina em 2000. Esta seria a continuação da novela, se a versão brasileira tivesse durado até a sétima e última temporada, produzida em 2001. 
O SBT também transmitiu a oitava temporada da versão original, do dia 17 de março à 18 de agosto de 2008.

 PRIMEIRA ABERTURA.


CORAÇÃO COM BURAQUINHO.


UM CANTINHO DE LUZ.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

QUE REI SOU EU?

Que Rei Sou Eu? foi uma novela produzida pela Rede Globo e exibida no horário das 19 horas, entre 13 de fevereiro e 16 de setembro de 1989.
Foi escrita por Cassiano Gabus Mendes e Luís Carlos Fusco, dirigida por Jorge Fernando, Lucas Bueno e Mário Márcio Bandarra. Ao todo, teve 185 capítulos.
A estória se passava em 1786, três anos antes da Revolução Francesa. Era na verdade uma paródia da situação política do Brasil.
Após a morte do rei Petrus II (Gianfrancesco Guarnieri), o trono do reino de Avilan é assumido pela rainha Valentine, (Tereza Rachel) uma histérica que não estava preparada para o governo. No entanto, em seu testamento, o falecido rei revela haver deixado um filho bastardo, que teve com a camponesa Maria Fromet (Aracy Balabanian), e seria o herdeiro do trono.
A rainha Valentine é dominada pelos conselheiros reais: Crespy Aubriet (Carlos Augusto Strazzer), Gaston Marny (Oswaldo Loureiro), Bidet Lambret (John Herbert), Gerárd Laugier  (Laerte Morrone) e Vanolli Berval (Jorge Dória), que com seu jogo de cintura comandam completamente a rainha. O único conselheiro honesto de Avilan é Bergeron Bouchet (Daniel Filho), que sofre com o assédio de Valentine. Ele é casado com a bela Madeleine (Marieta Severo), a única mulher do reino que sabe escrever, e tem ideais feministas. Madeleine é objeto do desejo de Ravengar (Antônio Abumjanra), o bruxo da corte.
Na ausência do sucessor do trono, os conselheiros reais coroam o mendigo Pichot  (Tatu Gabus Mendes) rei, como se fosse o verdadeiro filho de Petrus II. A armação é obra do misterioso Ravengar, o feiticeiro.
Porém, há uma conspiração entre a classe pobre de Avilan, que busca derrubar o governo para instituir uma sociedade menos opressiva, já que o reino é corroído pela corrupção de seus governantes e injustiças sociais. Dentre eles está Loulou Lion (Ittala Nandi), a dona de uma taberna que sabe a verdade sobre o filho do rei; e Corcoran (Stênio Garcia), o bobo da corte, que é um rebelde infiltrado no palácio.
Mas o líder da revolução é Jean Piérre (Edson Celulari), que, ao descobrir que é o filho bastardo do rei, passa a lutar pela coroa que lhe pertence. Todavia, não só de heroísmo sobrevive Jean Piérre. Sua luta é entremeada por duas mulheres apaixonadas: a jovem Aline (Giulia Gan), e Suzanne (Natália do Vale), a bela esposa do conselheiro Vanolli Berval, que disputam o seu amor.
Partifciparam ainda da novela os atores:  Cláudia abreu (Princesa Juliette). Guilherme Leme (Roland Barral). Ísis de Oliveira (Lucy). Paulo César Grande (Bertrand). Marcos Breda (Pimpim). Vera Holtz (Fanny). Totia Meirelles (Monah). E outros.
Como participação especial, fizeram parte da novela os atores: Dercy Gonçalves (Baronesa Lenilda Eknésia). Eva Wilma (Marquesa D'Anjou). Luís Gustavo (Charles Muller). Jorge Fernando (Guarda do palácio). Chico Anysio (Taji Namas). Milton Gonçalves (Barão). E outros.

ABERTURA DA NOVELA.

LEITURA DO TESTAMENTO.

JEAN PIERRE.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

PANTANAL.

Escrita por Benedito Ruy Barbosa e dirigida por Jayme Monjardim, Carlos Magalhães, Marcelo de Barreto e Roberto Naar.

A novela foi produzia pela extinta Rede Manchete e conta a história de José Leôncio,  fazendeiro do Pantanal, que em viagem para o Rio de Janeiro se apaixona por uma jovem fútil, mimada e multi-milionária de nome Madeleine. José Leôncio se casa com ela, a leva para o Pantanal e a engravida. Mulher da cidade grande, Madeleine não se adapta ao mundo rural, à rude vida pantaneira e à rotina de peão do marido. Durante uma das viagens de Zé Leôncio em comitiva, levando gado para a venda, ela foge grávida, quase dando a luz, de volta para a  cidade do Rio de Janeiro.
Amargurado, Zé Leôncio tenta em vão recuperar o menino, que acabara de nascer, mas acaba concordando em deixá-lo com a mãe na cidade grande. Passa a viver então com Filó, sua empregada e ex prostituta, com quem já tinha um filho, Tadeu.
Vinte anos depois, o filho legítimo, Jove (Joventino), finalmente descobre que o pai está vivo, ao contrário do que a mãe lhe tinha contado, e decide visitá-lo. Mas o choque cultural é grande e os dois têm sérias dificuldades para se entender.
Sentindo-se rejeitado pelo pai, que acha que o filho é afeminado, e ridicularizado pelos peões por causa de seu jeito de moço da cidade, Joventino decide retornar ao Rio, mas leva consigo Juma Marruá, moça criada como selvagem pela mãe até a morte desta, assassinada por encomenda numa trama paralela de vingança entre posseiros de terras e vítimas de grilagem. Tal como a mãe, comenta-se no Pantanal que Juma se transforma em onça. Passado um tempo no Rio, onde o choque cultural é agora sofrido por Juma, Joventino retorna ao Pantanal para não ter que se separar de sua "onça" amada. Desta vez, ele está disposto a se adaptar ao estilo de vida local.
Jove começa a se acertar com o pai e com Juma e vai se transformando num autêntico peão pantaneiro, surpreendendo a todos continuamente.
A história tem ainda um lado sobrenatural, baseado no fascinante folclore da região: os principais personagens, com exceção de José Leôncio, frequentemente se deparam com uma figura conhecida como "O Velho do Rio", um curandeiro idoso que cuida das pessoas atacadas pela boca-de-sapo, uma cobra venenosa, ou que simplesmente se perdem na extensão do Pantanal. O povo acredita que se trate do pai de José Leôncio, o desaparecido peão Joventino, de quem o neto Jove herdou o nome. Além do Velho do Rio e da história de Juma Marruá como onça, uma terceira trama sobrenatural enriquece a novela: a figura do misterioso peão Trindade, que teria um pacto com o diabo, ou seria ele próprio a encarnação do diabo.
No decorrer da trama, José Leôncio descobre a existência de um terceiro filho seu, na verdade o primeiro dos três: José Lucas de Nada, fruto do primeiro relacionamento sexual dele com a prostituta Generosa de Nada, em um prostíbulo de Goiás para o qual fora levado pelo pai ao completar quinze anos de idade a fim de "mostrar que era macho".
A saga da família Leôncio inclui, finalmente, o complicado relacionamento com o fazendeiro vizinho, Tenório, cujo passado como grileiro de terras o liga às tragédias familiares de Juma e seus pais, bem como de outros peões e agregados tanto da fazenda de José Leôncio como do próprio Tenório. O mau-caratismo deste e sua inclinação a vinganças covardes porá em risco em diversas circunstâncias a família de José Leôncio. Por sua vez, Tenório também estará na mira de forasteiros que vieram de longe em busca de vingança contra o homem que destruiu a vida e os bens de seus pais.

Durante anos, a novela ficou engavetada na Central Globo de Produções, à espera de uma decisão se seria produzida ou não. Em 1990, a Manchete contrata seu escritor, Benedito Ruy Barbosa, que finalmente realiza seu sonho, obtendo estrondoso sucesso e superando a até então imbatível Rede Globo. Na época, Pantanal concorreu com Rainha da Sucata e bateru recordes de audiência.
Além disso, a Manchete contrata também uma grande leva de atores globais, como Cláudio Marzo, Cássia Kiss, entre outros e mistura com revelações da teledramaturgia brasileira, como Cristiana Oliveira e Marcos Winter.

O folhetim estreiou um novo formato de novelas, com cenas longas de paisagens e animais sob uma música suave mostrando todo o encanto natural do Pantanal matogrossense. Além disso, a emissora não se poupava em mostrar cenas de nudez dos personagens, inclusive nudes frontal de homens.
Depois de provar que suas histórias também mobilizavam a audiência no horário nobre, o autor Benedito Ruy Barbosa, que na Globo só recebia o horário das 18h, retornou à casa em  1993 para escrever, finalmente, uma novela das oito global: Renascer, outro grande sucesso.
Uma das atrizes do elenco não queria atuar na novela e só aceitou contracenar quando foi ameaçada de demissão, a Carolina Ferraz.
Como em todas as novelas o roteiro sempre muda no meio da exibição, Ítala Nandi havia pedido ao autor uma licença para atuar em um filme e ele resolveu matar a sua personagem, Madeleine. Já Almir Sater saiu para protagonizar Ana Raio e Zé Trovão a novela sucessora de Pantanal.

Originalmente apresentada pela Rede Manchete entre 27 de março e 10 de dezembro de 1990 às 21h30. Foi reaprisada em duas ocasiões: às 19h30, de 17 de junho de 1991 a 18 de janeiro de 1992, e às 21h30 na íntegra, de 26 de outubro de 1998 a 14 de julho de 1999.
Esta segunda reprise tem uma particularidade interessante: entrou no ar em substituição à novela Brida, que acabou com os recursos da emissora. A Rede Manchete seria vendida pouco depois dessa reestreia de Pantanal, sendo assim essa reprise foi concluída pela  Rede TV!
Mais tarde o SBT comprou as fitas da novela arrematadas no leilão da massa falida da Manchete e passou a reapresentar Pantanal às 22h desde o dia 9 de junho de 2008 à 13 de janeiro de 2009. A Rede Globo já anunciou que irá contestar a reprise, pois detém os direitos do texto, adquiridos do autor Benedito Ruy Barbosa.

A apresentadora Nani Venâncio, na época modelo, aparece nua se metamorfoseando em onça na abertura da novela.

ABERTURA ORIGINAL


COMPACTO DA NOVELA