
Nas décadas de 80 e de 90, Roberta apareceu nos maiores programas de entrevista da mídia brasileira: Fantástico, Faustão, Hebe Camargo, Gugu Liberato, Goulart de Andrade, entre outros. Inclusive participou várias vezes do "Qual é a música" com Silvio Santos, aliás, chegou a gravar um disco.
Em 1989 na Inglaterra, fez uma cirurgia de redesignação sexual. Logo após a intervenção, começou sua luta pelo direito de trocar de nome. Em 1992, conseguiu na 8ª Vara de Família do Rio autorização para trocar de documentos, mas foi negada em 1ª instância pelo Supremo Tribunal Federal em 1997. A defesa então entrou com outra ação, pedindo o reconhecimento de suas características físicas femininas. Roberta então passou por nove especialistas médicos e os laudos most
raram que ela possuia aspectos hormonais femininos. A defesa também argumentou que Roberta não poderia viver psicologicamente bem com um nome que não desejasse e que a levasse a ser vítima de gozações e preconceito, além de que era direito íntimo dela mudar de nome.
Sua defesa também mostrou cópias de casos de transexuais que conseguiram mudar de nome na justiça. Ao todo eram 37 casos até então no país, sendo que 36 eram do estado de São Paulo.

Sua defesa também mostrou cópias de casos de transexuais que conseguiram mudar de nome na justiça. Ao todo eram 37 casos até então no país, sendo que 36 eram do estado de São Paulo.
Em 10 de março de 2005, quinze anos depois de sua primeira tentativa legal, Roberta Close conseguiu, finalmente, ter garantido o direito da mudar o nome de Luís Roberto Gambine Moreira para Roberta Gambine Moreira. Uma nova certidão foi então emitida pelo cartório da 4ª Circunscrição do Rio de Janeiro. Nela, lavrou-se: "em 7 de dezembro de 1964, que uma criança do sexo feminino, nascida na Beneficência Portuguesa, recebeu o nome de Roberta Gambine Moreira." Essa certidão garante a modelo a retirada no Brasil de documentos, como Carteira de identidade, CPF e passaporte, como sendo do sexo feminino.
Na sentença da 9ª Vara de Família, baseada nos pareceres de especialistas médicos, a juíza escreveu que “o progresso da ciência deve ser acompanhado pelo direito, pois o homem cria, aplica e se sujeita à norma jurídica, da mais antiquada e obsoleta à mais avançada e visionária.” Apesar de tal decisão representar uma mudança significatica para a vida da modelo, o jornal Último Segundo revelou logo após o julgamento que Roberta Close, embora feliz, ainda receava em uma nova mudança na decisão judicial futuramente.
Roberta Close atualmente mora em Zurique na Suíça, mas vem ao Brasil constantemente para visitar a família e os amigos. É cidadã binacional (suíço-brasileira).
Existe uma polêmica de que a música "Dá um Close Nela" de
Erasmo Carlos, teria sido feita para Roberta. O músico nega a relação alegando que a música seria para o grupo Roupa Nova, contando a história de uma mulher maravilhosa andando pela praia, mas enganando todo mundo pelo fato de ser travesti. O título original da música era para ser "Vira de Lado". O título final acabou sendo mudado pela idéia de que o narrador da música estava focando seus olhos para o travesti, ou seja, dando um close.

Coincidência ou não, a música foi lançada no auge do sucesso de Roberta Close (que foi a protagonista do clipe), e, inegavelmente, a transexual foi a principal responsável pelo seu estouro nas rádios, tornando a canção o primeiro sucesso de Erasmo Carlos em mais de uma década.
Num dos diversos trabalhos que Roberta desenvolveu no meio artístico, ela foi apresentadora e no vídeo abaixo a apresentadora Xuxa é entrevistada em seu programa.
CANTANDO.
NO FANTÁSTICO.
Num dos diversos trabalhos que Roberta desenvolveu no meio artístico, ela foi apresentadora e no vídeo abaixo a apresentadora Xuxa é entrevistada em seu programa.
CANTANDO.
NO FANTÁSTICO.
Nenhum comentário:
Postar um comentário